Arquivo de Novembro, 2012

Posted: 28 de Novembro de 2012 by Belmiro Pimentel in Uncategorized

Orações para Bobby não é um filme de final feliz, mas ele mostra que depois de um final infeliz pode haver um recomeço. Mesmo que ele seja duro, angustiado e cheio de culpas nos questionamentos sociais e religiosos quanto à homossexualidade. O filme é também uma história sobre o amor materno. E nesta relação maternal está Bobby Griffith e Mary Griffith, interpretados pelos atores Ryan Kelley e Sigourney Weaver. O filme foi baseado no livro homônimo publicado pelo jornalista Leroy Aarons, em 1995, que foi o fundador do “National Lesbian and Gay Journalists Association”.
O filme foi exibido na TV americana. Desde então, abre a discussão na trilogia “Homossexualidade ► Família ► Igreja”.

“Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim. Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da terra”. (Bobby Griffith)

PROPOSTA LEITURA

Posted: 28 de Novembro de 2012 by Belmiro Pimentel in Uncategorized

Este livro é o resultado de alguns anos de relação dinâmica entre antropologia, intervenção pública e activismo. Debruçando-se sobre terrenos ocidentais – Portugal, Espanha, França e Estados Unidos da América – o objecto central é o casamento, a parentalidade e a família no que às pessoas homossexuais diz respeito. Na linguagem que foi sendo desenvolvida pelas formas culturais criadas pela experiência social da homossexualidade, o “armário” é a expressão que designa o ocultamento e o silenciamento da identidade gay ou lésbica. “Sair do armário” é o acto primordial de libertação, simultaneamente constitutivo do sujeito e politizador da identidade. Várias têm sido as “chaves” moldadas e experimentadas para abrir o armário: resistências, revoltas, provocações, festas, manifestações, comunidades, redes, movimentos, criações artísticas, etc. Mas nunca como hoje – pelo menos nas democracias liberais euro-americanas – se usou tanto o ideário da igualdade, dos direitos humanos e da cidadania para exigir as condições de possibilidade para o fim definitivo do “armário”. O debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo torna-se assim central para uma ciência social que pretenda fazer a etnografia e a análise das transformações sociais contemporâneas.