Sobre o Ixy

O Grupo de Trabalho Identidade x/y (Ix.y), surgiu pela necessidade de se abordar e discutir uma questão há muito reconhecida e trabalhada noutros países: a homossexualidade no seio das Polícias, no nosso caso, na Polícia de Segurança Pública.

Entre outras questões, também importantes, e às quais o SUP dedica todos os seus esforços, a Direcção do Sindicato considerou que se tornava urgente constituir um grupo de trabalho que trabalhasse a questão da homossexualidade na Instituição uma vez que, não raras vezes, nos chegava ao conhecimento que determinado elemento tinha sido discriminado/mal tratado/humilhado pela sua (diferente) orientação sexual.

Assim, convidamos especialistas na área dos estudos de género para integrarem a nossa equipa, para juntos, contribuirmos para esclarecer e desmistificar algumas questões mais estereotipadas relacionadas com a homossexualidade. Apesar disso, sabemos que em determinados contextos institucionais, como é o caso da Polícia de Segurança Pública, a homossexualidade é ainda motivo de “piada fácil” e “resposta pronta”, em parte devido a um culto de masculinidade que pela natureza da Instituição, se afirma como dominante.

Apesar do nosso grupo de trabalho direccionar a sua actuação para a Polícia de Segurança Pública, estamos inteiramente disponíveis para colaborar com colegas de outras forças de segurança, quer para discutir estratégias de intervenção/formação, ou quaisquer outros temas que contribuam para os fins a que nos propomos.

Convidamos desde já os colegas da PSP que apoiem a nossa iniciativa, independentemente da sua orientação sexual, seja ela heterossexual, homossexual ou bissexual, a participarem neste trabalho com as suas sugestões, opiniões ou comentários, para que juntos possamos contribuir para uma Polícia que passe a aceitar (plenamente) em vez de rejeitar (disfarçadamente) colegas com diferentes orientações sexuais.

O Grupo Ix.y

Comentários
  1. José Carlos diz:

    Por razões profissionais, tenho contactado com elementos das forças de segurança que, de uma forma informal, me referem o problema da homosexxualidade no interior dos grupos e da forma como alguns elementos são marginalizados em função da sua orientação sexual.
    Infelizmente, não é um problema específico das forças de segurança, em sentido estrito, mas das forças armadas em geral.
    Louvo, por isso mesmo, esta iniciativa.
    Felicito quem tem a coragem de assumir a defesa dos seus direitos em ordem a uma sociedade mais justa e mais equilibrada.

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